Apesar de programas para estimular economia, empresários capixabas da região noroeste desconhecem ou não tem acesso a apoio econômico

Apesar de programas para estimular economia, empresários capixabas da região noroeste desconhecem ou não tem acesso a apoio econômico

Região noroeste perde em termos de apoio destinado ao sul do estado onde predomina origem da bancada federal em Brasília

*Carlos Madureira

Mesmo apregoando que promove políticas públicas de desenvolvimento, fazendo uma ponte entre as ações de fomento as atividades produtivas e o incentivo aos setores empresariais, a maioria dos empresários que buscam apoio financeiro aos seus projetos, não chegam nem perto de alcançar estes investimentos.

No Espírito Santo, o Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) propaga que exerce um papel de relevância no processo de desenvolvimento do Estado, contribuindo para a formulação e para a execução de políticas de fomento aos setores produtivos capixabas. Mesmo assim, grande parte dos empresários localizados na região noroeste capixaba não recebem, os mesmos privilégios dos colegas estabelecidos na região sul.

O parâmetro pesquisado se refere principalmente aos investimentos relacionados ao setor da cadeia produtiva de rochas ornamentais. Fica fácil entender que o sul capixaba, ao que parece, detém privilégios sobre o norte e noroeste do Espírito Santo, amparados por uma representatividade polícia muito mais forte e operante.

Para se ter uma ideia, na Câmara Federal a bancada parlamentar capixaba tem apenas um deputado da região norte, Felipe Rigoni que é natural de Linhares. Da região noroeste apenas Da Vitória.  O deputado federal Paulo Foletto que é colatinense e que hoje está no governo do estado, licenciou-se do cargo para ceder a vaga a Ted Conti de Muqui.

Os outros deputados federais: Evair Melo (Conceição de Castelo), Helder Salomão (nasceu em Colatina, mas representa a capital), Norma Ayub ( região sul), Lauriete (representa a região de Cachoeiro do Itapemirim), Sérgio Vidigal (Grande Vitória), Amaro Neto (Vitória), Da Vitória (Colatina), Soraya Manato (nasceu em Linhares mas representa a região Sul) e Ted Conti (Muqui).

Setores como da cafeicultura e de rochas ornamentais merecem mais apoio e maior defesa no governo federal, mas a falta de defensores ou de parlamentares compromissados com estas destacadas áreas da economia capixaba,  colaboram para a estagnação produtiva que esbarra na burocracia de exigências legais, corrupção de órgãos relacionados ao fornecimento de licenças ambientais e da inexistência total de compromissos parlamentares com a região.

A região noroeste, sempre foi área onde candidatos paraquedistas, costumam atuar em períodos de campanha eleitoral. O financiamento de cabos eleitorais representados por lideranças, sempre foram considerados perigosos e colaboradores do atraso econômico vivenciado por muitos. “Eles buscam o voto pelos municípios da região norte e noroeste, amparados por cabos eleitorais. Alguns nunca pisaram nos municípios onde são campeões de votos, avalisados por candidatos a outros cargos eletivos”, desabafa em empresário.

Veja os programas de apoio para a economia do estado nas Ações de Estimulo à Economia

Invest-ES

Programa de incentivos fiscais que tem como objetivo contribuir para a expansão, modernização e diversificação dos setores produtivos do Espírito Santo, estimulando a realização de investimentos, a renovação tecnológica das estruturas produtivas e o aumento da competitividade Estadual, com ênfase na geração de emprego e renda e na redução das desigualdades sociais e regionais.

 Contratos de Competitividade

O Contrato de Competitividade é um instrumento adotado pelo governo do Espírito Santo para a concessão de benefícios fiscais a setores produtivos locais, fruto de ampla discussão com os representantes dos setores de forma clara e transparente.

FUNDAP

O Fundo para Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) é um incentivo financeiro para apoio a empresas com sede no Espírito Santo e que realizam operações de comércio exterior tributadas com ICMS no Espírito Santo.

FUNRES

O Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (Funres) apoia financeiramente empresas que desejam investir na implantação, ampliação e modernização de projetos estabelecidos no Espírito Santo por meio da subscrição de debêntures conversíveis em ações.

SUDENE

Estão incluídos 28 municípios do Norte capixaba na área de abrangência da Superintendência para Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que prevê incentivos fiscais federais para a implantação de novos investimentos. A área da Sudene conta também com a forte atuação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que oferece diversas linhas de financiamento.

Programa de Competitividade

Criado em julho de 2003, o Programa de Competitividade Sistêmica do Estado do Espírito Santo(COMPETE-ES) é realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento (Sedes) em parceria com o Espírito Santo em Ação.

Em seu eixo de atuação focado na gestão, o programa visa a contribuir para a melhoria da competitividade de organizações capixabas de qualquer porte por meio da realização do Prêmio Qualidade Espírito Santo (PQES) e de capacitações on-line e presenciais na área de gestão.

O PQES tem como referencial o Modelo de Excelência da Gestão – MEG®, da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Objetivo: Contribuir para a melhoria da competitividade das organizações no Espírito Santo, por meio da avaliação e evolução da gestão.

Visão: Ser referência no desenvolvimento da competitividade sistêmica do Espírito Santo.

Prêmio Qualidade Espírito Santo (PQES)

O Prêmio Qualidade Espírito Santo (PQES) é conferido às empresas que adotam um modelo de gestão fundamentado nos critérios do Modelo de Excelência da Gestão® – MEG, em parceria com a Fundação Nacional da Qualidade. O objetivo é criar no empresariado capixaba a busca pela melhoria de sua gestão, de modo a se tornarem mais competitivos e contribuírem para o desenvolvimento do Estado.

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