Temporal deixa rastro de destruição e causa cinco mortes no Rio

O número de vítimas fatais pode chegar a seis

Por O Dia

 

Ônibus atingido por deslizamento na Niemeyer

Ônibus atingido por deslizamento na Niemeyer – Severino Silva / Agência O Dia

Rio – Pelo menos cinco pessoas morreram por causa do forte temporal que caiu na cidade na noite desta quarta-feira. Duas delas eram da mesma família. Isabel e Mauro Paes, mãe e filho, foram atingidos pelo desabamento da casa onde moravam, na Estrada da Vendinha, em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste. Áureo e Arthur Paes, marido e filho de Isabel, respectivamente, ficaram feridos e foram levados com vida ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra, e passam bem.

A terceira morte aconteceu na Rocinha e a quarta no Vidigal, após o desabamento de um muro. A quinta vítima fatal foi uma passageira de um ônibus que foi atingido por um deslizamento na Avenida Niemeyer, em São Conrado.

Por causa das mortes, a prefeitura decretou luto oficial de três dias na cidade, que está em Estágio de Crise desde às 22h15. Ainda há a possibilidade de chuva fraca à moderada nas próximas horas.

“A recomendação é que as pessoas que estão em locais reconhecidamente inseguros não fiquem lá. As chuvas devem cair só na parte da tarde. Os meteorologistas dizem que não será tão forte como a chuva de ontem, mas é preciso ter segurança”, o prefeito Marcelo Crivella disse, em entrevista à TV Globo.

O número de mortes pode chegar a seis se for confirmada uma segunda vítima fatal no ônibus, um homem que estaria desaparecido. O veículo da viação Jabour, da linha Campo Grande x Castelo, foi atingido pela queda de uma árvore de grande porte que deslizou da encosta.

Prefeito Marcelo Crivella acompanha de perto os estragos provocados pela chuva – Divulgação / Centro de Operações Rio

CICLOVIA DESABA

A Niemeyer, aliás, amanheceu fechada nos dois sentidos por causa dos impactos da chuva na região. Um segundo ônibus também bem próximo ao primeiro foi atingido, mas ele estaria vazio.

Ainda na mesma região, um trecho da Ciclovia Tim Maia desabou e foi parar próximo ao mar também por causa de deslizamentos que atingiram a estrutura.

Além da Niemeyer, outras regiões da cidade tiveram interdições por causa da queda de árvores e alagamentos. Algumas vias ainda estão com o tráfego interrompido.

A Niemeyer amanheceu fechada nos dois sentidos – Severino Silva / Ag

INTENSIDADE

A chuva que caiu na cidade começou por volta das 20h, quando o município entrou em Estágio de Atenção, atingindo principalmente as zonas Oeste e Sul. As sirenes da Rocinha e do Sítio Pai João, no Itanhangá, foram acionadas. O temporal foi até meados das 23h30.

Veja onde mais choveu nas últimas 24h:

Rocinha: 165,4 mm

Vidigal: 162,2 mm

Alto da Boa Vista: 141,1 mm

Barra/Barrinha: 143,2 mm

Jardim Botânico: 128,2 mm

Riocentro: 112,4 mm

Alagamento em São Conrado – Reprodução / Internet

VENTOS

O temporal veio acompanhado de rajadas de ventos de grande intensidade, provocando a queda de diversas árvores, algumas em cima de carros e fiação elétrica. Entre 21h e 23h, a estação do Inmet no Forte de Copacabana registrou velocidade de 110,16 km/h.

No Arpoador, também na Zona Sul, um veleiro encalhou na areia da praia e pode ser visto pela manhã desta quinta. Na mesma região, estruturas de quiosques desabaram.

Avenida L – Divulga

Galeria de Fotos

Ônibus atingido por deslizamento na Niemeyer Severino Silva / Agência O Dia

Prefeito Marcelo Crivella acompanha de perto os estragos provocados pela chuva Divulgação / Centro de Operações Rio

Alagamento em São Conrado Reprodução / Internet

Avenida Lúcio Costa, na altura da Reserva, na Barra, fechada após queda de árvore Divulgação / Centro de Operações Rio

A Niemeyer amanheceu fechada nos dois sentidos Severino Silva / Agência O Dia

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