Casamento gay aumenta 10%, enquanto união entre homem e mulher recua, diz IBGE

Houve aumento, porém, no número de uniões homoafetivas

Brasil – Os brasileiros estão se casando menos e se divorciando mais, segundo as Estatísticas do Registro Civil 2017, divulgadas na quarta-feira, 31, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O Brasil registrou 1.070.376 casamentos civis em 2017, sendo 5.887 deles entre pessoas do mesmo sexo. Embora o total de casamentos registrados tenha diminuído 2,3% em relação ao ano de 2016, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo cresceram 10%.

O avanço foi puxado pelas mulheres. A união entre cônjuges do sexo feminino saltou 15,1% no ano passado, com a realização de 3.387 casamentos. Já os casamentos entre parceiros masculinos cresceram 3,7%, com 2.500 novas uniões no ano passado. O número de casamentos civis gays superou o patamar do ano anterior em todas as grandes regiões do País, com destaque para o avanço de 13,8% no Centro-Oeste.

Nas uniões civis entre homens e mulheres, os homens se juntaram, em média, aos 30 anos e as mulheres, aos 28 anos de idade. Nos casamentos gays, a idade média foi de aproximadamente 34 anos para os homens e de 33 anos para as mulheres. Em 2017 foram concedidos 373.216 divórcios em primeira instância ou por escrituras extrajudiciais, 28.690 a mais que no ano anterior. Consequentemente, a taxa geral de divórcio subiu de 2,38% em 2016 para 2,48% em 2017. Na data do divórcio, os homens tinham, em média, 43 anos, enquanto as mulheres, 40.

Os casamentos também estão durando menos. O tempo médio entre a data do casamento e a data da do divórcio diminuiu de 17 anos em 2007 para 14 em 2017. Tem aumentado mais recentemente o porcentual de divórcios judiciais com guarda compartilhada dos filhos menores de idade: de 16,9% em 2016 para 20,9% em 2017. O IBGE lembra que a Lei do Divórcio, de 26 de dezembro de 1977, já previa a guarda compartilhada de filhos menores de idade em caso de divórcio, mas somente com a Lei nº 13.058, de 2014, a guarda compartilhada passou a ser priorizada ainda que não haja acordo entre os pais quanto à guarda dos filhos, desde que pai e mãe estejam aptos a exercer o poder familiar.

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