‘Pastor de Bolsonaro’ gastou meio milhão de reais com gasolina paga pelo eleitor

Estado – Em reportagem do The Intercept  esta semana, citado como “pastor de Bolsonaro” e “vice dos sonhos” do presidenciável do PSL, o senador Magno Malta (PR) é o personagem central, segundo publicou também o portal Século Diário, que denuncia “gastos incomuns” com combustível de 2009 até julho deste ano: “meio milhão de reais pagos com o dinheiro do eleitor”!

A quantia permitiria comprar, segundo o jornal, 105,5 mil litros de gasolina e percorrer 1.055.930 km, capazes de atravessar o Estado em linha reta, de norte a sul, 2.823 vezes, ou cruzar (Magno e sua equipe de 29 servidores) o mesmo território a cada 29 horas ao longo dos últimos nove anos. Com um detalhe: os números ainda são subestimados.

E de quem o senador seria cliente, também dos sonhos? Do ex-deputado estadual e ex-chefe da Casa Civil, José Tasso de Oliveira, condenado pela Justiça. Ele é o dono dos dois postos de combustível em Vila Velha onde Magno e sua equipe abastecem, de forma exclusiva, como revelam as notas fiscais apresentadas ao Senado, sempre com vultosos desembolsos (acima de R$ 3 mil por vez), embora em certas ocasiões, como em 2013, esses números tenham chegado a impressionantes R$ 12,8 mil e R$ 11 mil, em uma tacada só.

O jornal The Intercept fez outra conta deste mesmo ano: os valores, referentes a apenas dois meses, seriam mais do que suficientes para concluir duas voltas na Terra. Para um senador que se coloca acima de qualquer arranhão e exemplo máximo da “turma dos homens de bem”, estão aí informações nada desprezíveis para os capixabas. Mais do que nunca, leitura obrigatória.

Nem somando

O The Intercept também comparou os gastos deste ano de Magno com os da senadora Rose de Freitas (Podemos) e do senador Ricardo Ferraço (PSDB). Até julho de 2018, o “pastor de Bolsonaro” deixou R$ 39 mil nos seus postos de preferência; Ferraço R$ 16 mil (41% do gasto); e Rose R$ 7,7 mil (19,7%). Se somar os dois, não dá o montante de Magno.

Outra diferença 

Tanto Ferraço como Rose, ao contrário de Malta, registram abastecimento em vários postos diferentes. Já em Brasília, onde Malta passa a maior parte de seus dias, o Senado registrou gastos de R$ 6,9 mil com gasolina para seu carro oficial no mesmo período, como revela a reportagem. https://theintercept.com/2018/09/04/pastor-bolsonaro-gasolina-paga-eleitor/

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